Projeto

A videoarte nasce como ato de subversão contra a televisão, contra Hollywood, contra a passividade do espectador. Nesta entrada, realizei dois registos. Um desenho crítico sobre os media e a desinformação e uma cianotipia a partir de um fotograma da obra de Bill Viola.

desafio

A quarta aula explorou a história da videoarte desde as suas origens subversivas nos anos 60, quando Nam June Paik declarou: "A TV tem nos atacado a vida toda, agora podemos atacá-la de volta". Foram analisadas as quatro frentes de subversão da videoarte — a desconstrução da televisão, a rejeição de Hollywood, o vídeo como ferramenta sociopolítica e o sinal electrónico como matéria artística. Obras fundamentais atravessaram a aula: TV Cello de Paik (1964), The Reflecting Pool de Bill Viola (1977-79) — um artista que usa o literalismo mecânico para capturar o espiritual, suspendendo o corpo no tempo enquanto a água continua a mover-se.

solução

Respondi a esta aula com dois registos: O primeiro é um desenho com marcadores. Uma figura robótica baseada na obra "Li Tai Po" de Nam June Paik construída por ecrãs e monitores, com as pernas marcadas "FAKE NEWS / REAL FACTS" e um cogumelo nuclear na cabeça. É uma leitura directa da videoarte como crítica dos media: a televisão como máquina de desinformação e poder, corpo tecnológico que nos molda. O segundo é uma cianotipia. A silhueta de um corpo com os braços abertos, dissolvido na emulsão azul, espectral e suspenso. Uma resposta directa a Bill Viola: o corpo fixado pelo processo fotoquímico, entre a presença e o desaparecimento, entre o real e o fantasma da imagem.

resultado