Projeto
A arte em forma de performance nasce da necessidade de colocar o corpo, o tempo e a acção no centro da experiência artística, desafiando os limites entre arte e vida. Nesta entrada, a colagem analógica com recortes de imprensa torna-se, ela própria, um gesto performativo de apropriação, fragmento e contestação.


desafio
A segunda aula introduziu a história da performance art, traçando uma linha desde as origens dadaístas no Cabaret Voltaire em 1916 até às práticas contemporâneas. Foram exploradas obras e artistas fundamentais — de Yoko Ono (Cut Piece, 1964) a Joseph Beuys (I Like America and America Likes Me, 1974), de Ana Mendieta (Silueta Series, 1973) aos Pussy Riot (2012) — questionando os limites entre arte, corpo, espaço, tempo e ação política. A performance afirma-se como linguagem que existe na sua efemeridade, na relação com o público e com o contexto social e político.
solução
Para interpretar visualmente o tema, realizei uma colagem analógica a partir de recortes de revistas e jornais, explorando a sobreposição de imagens e textos como forma de performance em si mesma — um gesto de apropriação e recontextualização, próximo das estratégias dadaístas e da arte de ação política. A colagem dialoga diretamente com o caráter efémero, contestatário e fragmentado da performance art, usando materiais do quotidiano mediático para criar uma nova leitura crítica.



